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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Como o Islamismo vê alguns conceitos atuais


A questão da mulher na religião engloba aspectos diversos, de comportamentais até questões econômicas, começando pelo fato de Mulçumanos se considerarem libertadores das mulheres desde anos atrás, onde a aplicação da fé Islâmica aboliu práticas hediondas contra as mesmas nos territórios dominados por eles no Oriente. Apesar de antigos e tidos como antiquados, esse conceitos perduram-se até os dias atuais, onde os ensinamentos do Livro Sagrado devem ser fielmente seguidos.
A mulher muçulmana, de acordo com a doutrina Islã, deve ser tratada com dignidade e respeito, além de ter o mesmo direito do homem no quesito espiritual, ou seja, todos que agirem de acordo com o livro sagrado possui o privilégio do paraíso perante Deus. A mulher é descrita pelo profeta muçulmano como rainha da casa e santuário de santidade. Muitas práticas consideradas pelo senso comum Ocidental como censura, na fé islâmica são tidas como sinônimo de liberdade; como as vestimentas que, apesar de tão questionadas e também criticadas são uma demonstração de temor e apresso pelas qualidades espirituais e interiores transcendendo as físicas. Eles acreditam que a beleza do sexo feminino deve ser guardada e exposta apenas para seus familiares e maridos.
Nos pontos sociais, políticos e econômicos, a mulher é considerada igualmente humana tendo o acesso a justiça e a adquirir conhecimento como manda o Senhor Todo-Conhecedor e Criador do Universo, possui direito ao voto; a ter posses particulares; herança e até um emprego desde que esse não interfira nas suas obrigações como mãe e esposa a qual a dedicação e devoção deve ser ampla; tendo direito também  ao dote, oferecido pelo marido no casamento.


Em territórios dominados pela religião Islã. a implantação de ditaduras durante muito tempo era comum e a ideia de democracia cada vez mais afastada da realidade; o que se dá pelo fanatismo, radicalismo e o caráter teocrático de governo na região, indo de encontro a democracia. Isso ocorre na aplicação da fé pelos fieis que disseminam a religião de acordo com suas interpretações pessoais. Apesar de quadros e relatos de opressão e imposição religiosa por parte de alguns praticantes da fé islâmica testemunhou-se o movimento conhecido como “Primavera Árabe”, onde vários muçulmanos manifestaram-se contra o totalitarismo adotado pelos chefes de governo e o sistema em que viviam, mostrando que nem  todos compartilham o mesmo pensamento que esses radicais.
Baseando-se em um viés principalmente religioso, o islã não é contra a democracia ou contra igualdade, pelo contrário, nas escrituras sagradas diz-se que o homem é responsável por seu destino e sendo assim capaz de escolher a forma de governo adotada de acordo com o contexto da realidade. Além disso, quando se fala em democracia refere-se a um sistema que vem se aperfeiçoando ao longo do tempo e com fundamentos mais ideológicos que reais, logo sua aplicação pode ser diferente nos lugares onde for adotada, por isso a ideia de que o islamismo e democracia não combinam não pode ser tido como verdade absoluta, pois assim como nesse modelo, para o profeta, todos são iguais e possuem direitos dentro de uma sociedade, logo de acordo com as crenças a religião pode auxiliar na melhora do sistema. A democracia no âmbito do islã não é impossível, mas realmente mostra-se difícil de ser efetivada enquanto houver extremismo por parte dos praticantes da fé, que acreditam que estar no poder é impor seus ideais e crenças.


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