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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Peso x Massa

          E o que é peso? Podemos utilizar a palavra peso como sinônimo de massa?
          O nosso peso é a força com que a Terra nos atrai para a sua superfície. De um modo mais formal, podemos dizer que peso é uma força que aparece nos corpos devido a uma atração gravitacional entre massas. Por isso, aqui na Terra, o peso de um corpo indica a força gravitacional que o planeta exerce sobre a massa desse corpo.
          Concluímos então, de imediato que massa e peso são conceitos totalmente distintos. Todo corpo tem massa, mesmo que seja considerado isolado no Universo, mas só terá peso se estiver próximo a algum outro corpo sofrendo sua atração. Matéria isolada não tem peso.
          Por isso é que podemos perguntar apenas " Qual é a massa da lua?". Mas se quisermos saber qual é o peso da Lua, teremos de especificar: em relação à Terra? Em relação ao Sol? Em relação aos dois em conjunto?
          Outro exemplo: a massa de um astronauta é a mesma independentemente de ele estar na Lua ou na Terra, mas seu peso na Lua é apenas 1/6 do peso que ele apresenta na Terra. Isso acontece porque a massa da Lua é cerca de 81 vezes menor do que a massa da Terra. Assim, se um astronauta salta, na Terra, cerca de 60 cm para cima, usando a força dos músculos de suas pernas, na Lua ele saltará aproximadamente seis vezes mais alto, ou seja 360 cm (3,6 m).

Martha Reis. Coleção Química - Meio Ambiente, Cidadania e Tecnologia - Volume 1

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

A CIÊNCIA, O ESTADO, A SOCIEDADE, A ÚNICA DIVINDADE DO HOMEM É O PRÓPRIO HOMEM

O século XIX foi marcado pela discussão sobre o papel do homem na sociedade e sobre a sua capacidade de substituir Deus, tendo como principal influência os pensamentos de Comte, Marx e do romanticismo.
Auguste Comte dividia a história em três fases: a religiosa, a metafísica e a científica. Na primeira o homem usava os mitos e as causas sobrenaturais para explicar os acontecimentos, na segunda as explicações eram feitas através da filosofia e na terceira o homem explica tudo através da análise dos fatos.
Segundo Comte, a ciência veio para libertar o homem da religião. Religião que ele enxerga como prejudicial, pois impede o aprimoramento da ciência e impede que o homem descubra seu poder sobre o mundo para afastar a dor e propiciar o prazer. O homem neste momento entende que não precisa mais de Deus e que pode sozinho compreender e explicar o mundo através da ciência.
Hegel também foi importante nesse período, e como contribuição trouxe o pensamento do crescimento independente da razão, pois para ele a razão humana era plenamente capaz de enxergar em um acontecimento a raiz de seu oposto e uma forma de superação. No que diz respeito a Deus, Hegel o via como o Cosmo Racional, como a racionalidade presente no universo, para ele um estado bem organizado era a representação dessa racionalidade cósmica.
Marx teve uma contribuição muito forte neste período, que por sua vez era mais direcionada ao trabalho, mais especificamente ao trabalho alienado que vinha ocorrendo no capitalismo. Quanto a Deus, Marx entende que ele não existe, o verdadeiro deus para ele seria o conjunto das mentes humanas, que representaria uma força muito poderosa e que quando algo impede os homens de desenvolver os poderes da mente, como razões econômicas e políticas, os mesmos projetam essas capacidades numa entidade fantasmagórica chamada Deus.
Marx via a religião como um exemplo de alienação, ele entendia que a religião havia ensinado o homem a se vender a algo ou alguém, pois assim como o homem se acostumou a ser dominado pela religião, ele também aceitou ser dominado pelo patrão. Vendendo a sua capacidade de pensar, decidir, realizar o belo e viver um pelo outro em troca de um mísero salário, restando-lhe uma mísera existência.
Neste século XIX, que foi chamado de século da impiedade devido ao desrespeito aos deuses e a tradição familiar, surgiu uma nova religião, influenciada pelo grande clamor deste período, que dizia que o homem não precisava de Deus e era plenamente capaz de substituí-lo, chamada de racionalismo e seus seguidores eram chamados de racionalistas. Eles criam na razão como um único deus e como o único caminho para desvendar os mistérios do homem e do universo.
Uma outra linha de pensamento que também influenciou bastante esse período foi o romanticismo, que tinha como filosofia a procura do belo e do infinito. Para o romântico, a arte é veículo do infinito e mística religiosa, para eles, apenas na religião encontra-se a única explicação para o sentido da morte. O romântico agarra-se a religião cristã, escada que o leva e o liga ao Infinitivo eterno, ele entende que a religião é intuição e sentimento do Infinito. O homem dos românticos, também era racional, porém, guiado pela intuição e pela beleza, ele entendia que “somente o olho religioso penetra no signo da verdadeira beleza” (Fichte,1762-1814).
Por fim, Nietzsche trouxe grandes influências e indagações para esse período. Sua maior preocupação era com os valores do homem, ele acreditava que Deus estava definitivamente morto e com isso não fazia o menor sentido para ele, a sociedade continuar seguindo os valores cristãos. Ele também era contra a religião racionalista, pois dizia que os historiadores e cientistas se ajoelhavam diante do fato adorando-o. Nietzsche era contra tudo o que fazia o homem se subordinar a algo ou a alguém, ele lutava para que os homens recriassem os valores do além-homem em busca da liberdade. Seus pensamentos foram tão influentes que de 1800 em diante a caneta libertária dos escritores, ensaístas e romancistas, passou a atacar também o código de morte das relações burguesas e, com elas, qualquer conservadorismo fundado no domínio do homem sobre outro homem.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

O New Deal

          O período subsequente à crise de 1929, conhecido como a Grande Depressão, obrigou os países a se reorganizarem economicamente. Como a superprodução havia sido a principal razão da crise, os países industrializados tomaram duas medidas básicas para resolver o problema:

  • Participação mais efetiva do Estado no planejamento das atividades econômicas, tendo em vista, entre outros objetivos, a adequação entre a quantidade de mercadorias produzidas e a demanda do mercado;
  • Aprimoramento da distribuição da renda, dando melhores condições financeiras aos trabalhadores, com o objetivo de ampliar o mercado de consumo.
          Partindo dessas iniciativas básicas, os Estados Unidos conseguiram contornar os efeitos da crise com mais eficiência e rapidez. Com a criação de um amplo programa de obras públicas, o governo do presidente Franklin Roosevelt (1933-1945) conseguiu aos poucos amenizar o desemprego e manter a economia relativamente aquecida.
          O New Deal (Novo Acordo), como ficou conhecido o programa de recuperação econômica implantado por Roosevelt, era inspirado nas teorias do economista John Maynard Keynes (1883-1946). Para Keynes, o Estado não poderia se limitar a regular as questões de ordem socioeconômica e política, mas deveria ser também um planejador, que daria as diretrizes, fixaria as metas e estimularia determinados setores da economia.
          Keynes não acreditava na autorregulação do mercado, pois a crise de 1929 tinha mostrado sua impossibilidade. O New Deal respeitava a iniciativa privada e as leis de mercado, mas acreditava que alguns setores da economia deveriam contar com a intervenção do Estado, principalmente os relacionados a infraestrutura.
          As ideias de Keynes atravessaram o Atlântico e foram implementadas também em vários países da Europa, que já haviam retomado o desenvolvimento no final da década de 1930. Entretanto, em 1939, eclodiu a Segunda Guerra Mundial, demolindo todas as bases econômicas reconstruídas no continente europeu.

Elian Alabi Lucci, Anselmo Lazaro Branco, Cláudio Mendonça. Território e Sociedade no Mundo Globalizado - Editora Saraiva

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A grande crise do capitalismo

          Na segunda metade do século XIX, o sistema capitalista ampliou a produção numa proporção muitas vezes maior que a capacidade de consumo dos diversos países industrializados. A busca de novos mercados e fontes de matéria-prima tornou-se indispensável à sustentação dessa nova etapa produtiva. Ingleses, alemães, franceses, belgas, norte-americanos e japoneses impuseram sua força industrial, submetendo vários países do mundo a um controle imperial nunca antes conhecido.

          Os investimentos nessa nova etapa de produção industrial e a extensão do mercado internacional que se pretendia atingir não podiam mais ser realizados por um único empresário. Foram criadas então as sociedades anônimas e consolidaram-se os mercados de capitais, nos quais todos podiam investir numa empresa por meio da compra de ações. Com a venda de ações, as empresas ampliaram sua capacidade financeira e, consequentemente, tornaram-se mais fortes, competitivas e elevaram a sua capacidade de produção.

A crise de 1929

          No início do século XX, a Bolsa de Valores de Nova York era o principal centro internacional de investimentos. O volume de negócios ali realizados diariamente sugeria que nada mais poderia deter o ritmo desenfreado do desenvolvimento capitalista. Mas o capital investido na produção não foi acompanhado pelo crescimento do mercado de consumo.
          O descompasso entre superprodução e consumidores com capacidade para absorvê-la ocasionou a grande crise de 1929. As fábricas, não tendo como vender grande parte de suas mercadorias, reduziram drasticamente suas atividades; a produção agrícola, também excessiva, não encontrava compradores; o comércio inviabilizou-se. Nesse contexto, houve um processo de falência generalizada, e muitos trabalhadores perderam seus empregos, retraindo ainda mais o mercado de consumo. Aqueles que viviam exclusivamente dos investimentos no mercado de capitais, particularmente da compra e venda de ações, viram o valor de seus títulos despencar, transformando-se em papéis sem valor.
          A crise iniciada em Nova York afetou rapidamente o mundo todo. Os países produtores de matérias-primas e alimentos, que dependiam economicamente das exportações para os países industrializados, não encontravam compradores para seus produtos e entraram em colapso. O Brasil, que nesse período ancorava sua economia na produção e exportação quase exclusivamente do café, foi profundamente abalado pelos efeitos mundiais da crise.

Continua em: O New Deal

Elian Alabi Lucci, Anselmo Lazaro Branco, Cláudio Mendonça. Território e Sociedade no Mundo Globalizado - Editora Saraiva

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Renascença

A renascença foi um período de grandes transformações, onde a religião passará apenas a cuidar da relação do homem com o eterno, enquanto a razão cuidará da relação do homem com o que é terreno. Neste período as resposta totalmente baseadas na bíblia começam a perder força e o homem começa a buscar respostas mais racionais para suas inquietações, e principalmente para entender o mundo. Inicia-se então, o antropocentrismo, onde o homem assume o papel de explorador da natureza e do saber.

Durante um certo tempo, a religião e a razão conseguem uma convivência pacífica e proveitosa mesmo que já separadas. Porém, mais tarde, surgem pensadores que se desligam totalmente da religião e a consideram apenas como uma espécie de superstição, enquanto outros ainda se mantém religiosos. O primeiro acontecimento que estremeceu a relação entre religião e razão foi a revolução cosmológica, quando Copérnico, que foi um sacerdote católico da catedral de Varsóvia, em 1543, retoma a hipótese heliocêntrica, que posteriormente foi provada por Galilei em 1610. Esta teoria enfureceu muitos religiosos da época, principalmente Lutero, que se indignou com a possibilidade da bíblia estar errada, além do papa Urbano VIII, que tentou até mesmo conter o avanço da ciência, pois tais novidades mudariam completamente a cultura da época.

Ocorreu também no mesmo período, a revolução religiosa, onde a igreja católica sofreu uma nova divisão, na qual surgiu o protestantismo, encabeçado por Lutero que era contra certos conteúdos da doutrina da igreja católica. Com o protestantismo surge um novo conceito, no qual o homem é livre para interpretar a bíblia sem passar pelas autoridades da igreja e também é livre para buscar sua salvação diretamente com Deus, tendo como único mediador Jesus. Todas essas mudanças obrigaram a igreja católica a organizar uma contra-reforma.

Uma revolução política também é deflagrada no período da renascença, onde surge a democracia, contra a monarquia existente na época, democracia que por sua vez afirmava que “todo poder emana do povo”. Houve também mudanças na economia, que assim como a política, buscava uma maior liberdade e autonomia do povo frente aos sistemas utilizados naquele período.

Por fim, veio a revolução filosófica que buscava a liberdade de pensamento, de onde surgiu a celebre frase: “Eu Penso, Logo Existo” por Descartes, que lutava pela autonomia do pensamento e do saber humano, onde o próprio homem passaria a ser a origem do pensar e do saber, o próprio homem definiria o bem e o mal sem nenhuma influencia divina.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Resumão - Língua Portuguesa - Substantivos

Substantivo é a palavra que dá nome aos seres reais ou imaginários.

Classificação dos substantivos:

Simples: apresentam um só radical em sua estrutura. Exemplo: flor.
Compostos: são formados por mais de um radical. Exemplo: água-de-cheiro.
Primitivos: são aqueles que dão origem a outras palavras, ou seja, não provêm de nenhum outro radical da língua. Exemplo: jornal.
Derivados: são formados de outros radicais da língua. Exemplo: jornalista.
Comuns: referem-se, de maneira geral, a qualquer ser de uma mesma espécie. Exemplo: vida.
Próprios: designam determinado ser (ou lugar) entre outros da mesma espécie, de uma maneira individual ou particular. São escritos com letra maiúscula. Exemplo: Lucas.
Concretos: nomeiam seres com existência própria, ou seja, seres que não dependem de outros para existir, podendo ser reais ou imaginários. Exemplo: pássaros.
Abstratos: nomeiam ações, estados, qualidades e sentimentos que não têm existência própria, só existem em função de outro ser. Exemplo: alma.
Coletivos: referem-se a um conjunto de seres de uma mesma espécie, mesmo quando empregados no singular, e representam um tipo de substantivo comum. Exemplo:  elenco.

Flexão dos substantivos:

Gênero
Substantivos biformes: cão - cadela.
Substantivos uniformes:
     Epiceno: pulga macho - pulga fêmea
     Sobrecomum: a vítima masculina -  a vítima feminina
     Comum de dois gêneros:  o motorista - a motorista

Número
Singular: Café
Plural: Pardais

Grau
Aumentativo sintético: narigão
Aumentativo analítico: nariz grande
Diminutivo sintético: narizinho
Diminutivo analítico: nariz pequeno

Leila Lauar Sarmento. Gramática em textos - Editora Moderna

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Imperialismo e a Primeira Guerra Mundial

          Ao findar o século XIX, a Inglaterra já não era a única potência industrial. Os países que se industrializaram nesse período incorporaram tecnologias mais avançadas, e algumas indústrias inglesas passaram a ser consideradas "velharias" da Primeira Revolução Industrial. Alemanha, Itália, França, Bélgica, Rússia, Japão e Estados Unidos competiam com igualdade e até superioridade com a indústria inglesa. Todos queriam ampliar mercados e fontes de matérias-primas, ocupando territórios para apoiar o desenvolvimento industrial crescente.
          O desenvolvimento do capitalismo nesse novo contexto contou com a ação direta do Estado para a conquista de territórios e a ampliação da área de influência dos grandes monopólios industriais e financeiros. Os países industrializados lançaram-se, então à conquista de novas colônias ou reforçaram o controle sobre as já existentes, num processo que ficou conhecido como neocolonialismo.
          O neocolonialismo correspondeu à exploração econômica e à dominação política exercidas pelas potências imperialistas, ao longo do século XIX e início do século XX. Representou uma nova divisão econômica e política do mundo, que resultou: na partilha da África pelas potencias europeias; na partilha da Ásia entre França, Inglaterra, Rússia e Japão e na forte influência sobre o destino político e econômico dos países latino-americanos, principalmente pelo Estados Unidos.
          A conquista dessas novas colônias não ocorreu sem conflitos. Em alguns casos houve resistência às invasões. Em outros, os territórios eram disputados por diferentes potências, gerando uma situação de permanente tensão internacional durante durante a expansão do imperialismo. De fato, o acirramento das disputas entre os impérios neocolonialistas levou à deflagração das duas maiores guerras ocorridas na história da humanidade: a Primeira Guerra Mundial, entre 1914 e 1918, e a Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945.

          O aprofundamento das rivalidades levou à formação de alianças militares que dividiram os países europeus em dois blocos. Em 1882, Itália, Alemanha e Áustria-Hungria formaram a Tríplice Aliança e, em 1907, Grã-Bretanha, França e Rússia estabeleceram a Tríplice Entente.
          Nesse período o império Turco-Otomano se encontrava em processo de desagregação. Na península dos Bálcãs (sudeste da Europa), a Bósnia-Herzegovina, a Croácia e a Eslovênia, que antes estavam sob domínio turco-otomano, foram incorporadas pelo Império Austro-Húngaro. A região balcânica passou a ser uma frente de disputa com a Sérvia, que pretendia estender seu domínio por toda a península.
        Em junho de 1914, o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono Austro-Húngaro, foi assassinado em Sarajevo, capital da Bósnia, por um estudante pertencente à sociedade secreta Mão Negra. Esse grupo era formado por nacionalistas sérvios que se opunham à presença austro-húngara nos Bálcãs. O assassinato foi interpretado pelo Império Austro-Húngaro como uma agressão sérvia, tornando-se o estopim da Primeira Guerra Mundial.
          Na Primeira Guerra, a Alemanha e a Áustria-Hungria, que formavam, junto com a Itália, a Tríplice Aliança (com apoio posterior da Turquia e da Bulgária), opuseram-se aos países que formavam a Tríplice Entente (Rússia, França e Grã-Bretanha). A Itália declarou neutralidade num primeiro momento e, mais tarde, entrou na guerra, junto com o Japão, ao lado da Tríplice Entente, lutando contra seus ex-aliados.
          A guerra causou profundas transformações no espaço geográfico mundial no início do século XX. Os países europeus tiveram forte retração da produção industrial e agropecuária, que os levou a depender basicamente dos Estados Unidos para se abastecer e se organizar economicamente.
         Em 1917, os norte-americanos declararam guerra à Alemanha e entraram no conflito. Em julho de 1918, as tropas da França, da Grã-Bretanha e dos EUA realizaram uma investida decisiva, obrigando à capitulação da Áustria-Hungria, Bulgária e Turquia. Para a Alemanha, a guerra só terminaria meses depois com a abdicação do Kaiser e a redenção do país.

Elian Alabi Lucci, Anselmo Lazaro Branco, Cláudio Mendonça. Território e Sociedade no Mundo Globalizado - Editora Saraiva

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Como o Islamismo vê alguns conceitos atuais


A questão da mulher na religião engloba aspectos diversos, de comportamentais até questões econômicas, começando pelo fato de Mulçumanos se considerarem libertadores das mulheres desde anos atrás, onde a aplicação da fé Islâmica aboliu práticas hediondas contra as mesmas nos territórios dominados por eles no Oriente. Apesar de antigos e tidos como antiquados, esse conceitos perduram-se até os dias atuais, onde os ensinamentos do Livro Sagrado devem ser fielmente seguidos.
A mulher muçulmana, de acordo com a doutrina Islã, deve ser tratada com dignidade e respeito, além de ter o mesmo direito do homem no quesito espiritual, ou seja, todos que agirem de acordo com o livro sagrado possui o privilégio do paraíso perante Deus. A mulher é descrita pelo profeta muçulmano como rainha da casa e santuário de santidade. Muitas práticas consideradas pelo senso comum Ocidental como censura, na fé islâmica são tidas como sinônimo de liberdade; como as vestimentas que, apesar de tão questionadas e também criticadas são uma demonstração de temor e apresso pelas qualidades espirituais e interiores transcendendo as físicas. Eles acreditam que a beleza do sexo feminino deve ser guardada e exposta apenas para seus familiares e maridos.
Nos pontos sociais, políticos e econômicos, a mulher é considerada igualmente humana tendo o acesso a justiça e a adquirir conhecimento como manda o Senhor Todo-Conhecedor e Criador do Universo, possui direito ao voto; a ter posses particulares; herança e até um emprego desde que esse não interfira nas suas obrigações como mãe e esposa a qual a dedicação e devoção deve ser ampla; tendo direito também  ao dote, oferecido pelo marido no casamento.


Em territórios dominados pela religião Islã. a implantação de ditaduras durante muito tempo era comum e a ideia de democracia cada vez mais afastada da realidade; o que se dá pelo fanatismo, radicalismo e o caráter teocrático de governo na região, indo de encontro a democracia. Isso ocorre na aplicação da fé pelos fieis que disseminam a religião de acordo com suas interpretações pessoais. Apesar de quadros e relatos de opressão e imposição religiosa por parte de alguns praticantes da fé islâmica testemunhou-se o movimento conhecido como “Primavera Árabe”, onde vários muçulmanos manifestaram-se contra o totalitarismo adotado pelos chefes de governo e o sistema em que viviam, mostrando que nem  todos compartilham o mesmo pensamento que esses radicais.
Baseando-se em um viés principalmente religioso, o islã não é contra a democracia ou contra igualdade, pelo contrário, nas escrituras sagradas diz-se que o homem é responsável por seu destino e sendo assim capaz de escolher a forma de governo adotada de acordo com o contexto da realidade. Além disso, quando se fala em democracia refere-se a um sistema que vem se aperfeiçoando ao longo do tempo e com fundamentos mais ideológicos que reais, logo sua aplicação pode ser diferente nos lugares onde for adotada, por isso a ideia de que o islamismo e democracia não combinam não pode ser tido como verdade absoluta, pois assim como nesse modelo, para o profeta, todos são iguais e possuem direitos dentro de uma sociedade, logo de acordo com as crenças a religião pode auxiliar na melhora do sistema. A democracia no âmbito do islã não é impossível, mas realmente mostra-se difícil de ser efetivada enquanto houver extremismo por parte dos praticantes da fé, que acreditam que estar no poder é impor seus ideais e crenças.


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Resumão - Língua Portuguesa - Fonema e Letra

Fonologia é a parte da gramática que estuda fonemas.

Fonema é a unidade fonológica cuja ocorrência contribui para o estabelecimento de diferenças de significado entre as palavras.

Letra é a representação gráfica dos sons ou fonemas.

Vogais são os sons que se formam quando o ar, vindo dos pulmões, não sofre nenhum tipo de interrupção ao passar pela boca.
Semivogais são as vogais i e u pronunciadas fracamente que acompanham outras vogais numa mesma sílaba.
Consoantes são os sons que se produzem quando o ar, vindo dos pulmões, sofre alguma interrupção ao passar pela boca, em direção ao meio exterior.

Ditongo é o encontro de uma vogal e uma semivogal, ou vice-versa, na mesma sílaba. Os ditongos classificam-se em crescentes e decrescentes, de acordo com a ordem entre vogal e semivogal no vocábulo.
Tritongo é o encontro de semivogal, vogal e semivogal, nessa ordem, na mesma sílaba.
Hiato é o encontro de duas vogais que ficam em sílabas diferentes.

Encontro consonantal é o agrupamento de consoantes num vocábulo, na mesma sílaba ou em sílabas diferentes.
Dígrafo é o agrupamento de letras que representam um único som.

Sílaba é o fonema ou conjunto de fonemas pronunciados em uma única emissão de voz.

Leila Lauar Sarmento. Gramática em textos - Editora Moderna