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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Origens do subdesenvolvimento

          A origem do processo de formação dos atuais países desenvolvidos e subdesenvolvidos remonta às grandes navegações empreendidas pelos Estados-nações europeus, nessa época, esses estados expandiram o comércio, explorando produtos e recursos da América, da África e da Ásia, e passaram a exercer forte domínio sobre os povos desses continentes, controlando a extração e a produção neles realizadas.

          As terras conquistadas e dominadas (as colônias) não possuíam autonomia administrativa, e seus recursos e riquezas eram explorados intensamente em benefício de alguns países, como Portugal, Espanha, Holanda, França e Inglaterra (as metrópoles). Essa exploração (metais preciosos, minérios e produtos agrícolas, por exemplo) proporcionou, de fato, um grande enriquecimento às metrópoles. As poucas exceções a essa forma de colonialismo foram Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Estados Unidos, que eram colônia de povoamento.

          Os países periféricos voltaram-se à produção de bens que atendessem à demanda dos países economicamente dominantes. Nessa primeira fase da divisão internacional do trabalho capitalista, a periferia se dedicava à produção mineral ou agrária destinada à exportação. O tipo de produto era determinado exclusivamente pela necessidade de consumo dos países mais ricos.

          No caso do Brasil, a cana-de-açúcar, o ouro, o café e outros poucos produtos de exportação marcaram as fases da economia, que se sucederam ao longo de quatro séculos, limitando o desenvolvimento de um mercado consumidor interno e de uma economia mais dinâmica.

          As elites brasileiras, que deviam sua posição social e política ao fato de a economia do país estar voltada para o mercado externo, nunca se mobilizaram para melhorar a capacidade de consumo e a qualidade de vida da população, pois esta não constituía o seu alvo, ou seja, o seu mercado.

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