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terça-feira, 7 de maio de 2013

Os Jogos Olímpicos

A partir de 776 a.C., de quatro em quatro anos, os gregos das mais diversas cidades reuniam-se em Olimpíada para a realização de um festival de competições que ficou conhecido como Jogos Olímpicos, ou Olimpíadas.
Os Jogos  Olímpicos eram realizados em honra a Zeus (o mais importante deus grego) e incluíam provas de diversas modalidades esportivas: corrida, salto, arremesso de disco, lutas corporais. Além do esporte, havia também competições musicais e poéticas.
Esses jogos eram anunciados por todo o mundo grego dez meses antes de sua realização. Os gregos atribuíam tanta importância a essas competições que chegavam a interromper guerras entre cidades (trégua sagrada) para não prejudicar a realização dos jogos.
Os Jogos Olímpicos da Antiguidade foram celebrados até o ano de 393 d.C., quando o imperador romano Teodósio I, que era cristão, mandou fechar o templo de Zeus, em Olímpia, provavelmente para combater cultos não-cristãos.
Quinze séculos depois, um amante do esporte, o educador francês Pierre de Fredy, o barão de Coubertin (1863-1937), empreendeu esforços para restaurar os Jogos Olímpicos. Sua "causa" obteve simpatia e adesão internacionais. Em 1896, foram realizados em Atenas os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna.
As atuais Olimpíadas, também realizadas de quatro em quatro anos, reúnem atletas de diversos países do mundo e procuram preservar o ideal de união dos povos por meio do esporte.

Fonte: Livro: História Global - Brasil e Geral - Gilberto Cotrim

Resumo - Biologia - Biodiversidade, Reinos, Vírus

Biodiversidade - É  o conjunto das diferentes formas de vida no planeta.
Sistema binominal - sistema de classificação que dá a cada ser vivo um nome científico, formado por duas palavras de origem latina ou latinizadas.
Regras de nomenclatura - o nome deve ser em latim e destacado do texto, a primeira palavra designa o gênero e é escrita com inicial maiúscula, a segunda identifica a espécie e deve ser escrita em minúscula.
Taxionomia ou Sistemática - método de classificação dos seres vivos.
Categorias Taxionômicas - Reino, filo, classe, ordem, família, gênero e espécie <- ordem decrescente = REFICOFAGE -> RE-reino, FI-filo, C-classe, O-ordem, FA-família, G-gênero, E-espécie

DIVISÃO DOS REINOS <- divisão proposta por R.H. Whittaker
Reino Monera - seres unicelulares, autótrofos ou heterótrofos com célula procariótica, ex: bactérias.
Reino Protista - seres uni ou pluricelulares, autótrofos ou heterótrofos, com célula eucariótica, ex: algas e protozoários.
Reino Fungi - seres uni ou pluricelulares, heterótrofos com célula eucariótica, ex: fungos.
Reino Plantae - seres pluricelulares, autótrofos com célula eucariótica, ex: plantas.
Reino Animalia - seres pluricelulares, heterótrofos com células eucarióticas, ex: animais e seres humanos.

VÍRUS
São agentes infecciosos acelulares, não podem ser considerados seres vivos, justamente por não terem células e porque fora de uma célula hospedeira permanecem inertes. Não possuem metabolismo próprio, porém, dentro de uma célula hospedeira seu ácido nucleico torna-se ativo, podendo reproduzir-se.

Estrutura dos vírus -  é composta por uma cápsula proteica, capsídeo, envolvendo o material genético, ácido nucleico (RNA ou DNA).

Ciclo lítico - ocorre quando a célula infectada se rompe liberando novos vírus.
Ciclo lisogênico - o DNA viral permanece ligado ao DNA bacteriano, e a bactéria ao se dividir, transmite a mensagem genética para a síntese de novos vírus.

sábado, 4 de maio de 2013

Resumo - Sociologia - Estratificação, classe social e mobilidade

Construção da identidade: São informações que nos tornam reconhecíveis, a identidade é tudo que se vivencia e nos leva a construir o nosso eu todos os dias.

Grupo Social: é a forma básica de associação do ser humano, uma reunião de pessoas interagindo entre si.
Grupos Sociais - grupo familiar, vicinal, educativo, religioso, grupos de lazer, grupo profissional etc.
Características - pluralidade de indivíduos , conjunto de indivíduos; interação social, comunicação entre si; organização, ordem interna de funcionamento; objetividade e exterioridade, a saída de um indivíduo não compromete a continuidade; objetivo comum, atingir os mesmos objetivos; consciência de continuidade, certa duração; consciência de pertencimento, mesmo agir, pensar e mesmas ideias.
Grupos primários - contatos mais pessoais e diretos, família, amigos, vizinhos, parentes.
Grupos secundários - realizam-se de forma pessoal e direta sem intimidade, ex: departamentos, órgãos públicos, clientela, freguesia.
Grupos intermediários - se alternam e se complementam, íntimos ou não, momentaneamente, ex: escola, igreja, academia.

Estratificação social: sistemas de diferenciação social baseados na distribuição desigual de recursos e posições sociais na sociedade, ex: castas indianas, classe social, linhagens africanas.

Pensamento de Karl Marx sobre classe social: a organização da sociedade se resume a dois grupos distintos, os burgueses, ou capitalistas que vivem para aumentar o seu capital a partir da exploração do trabalho assalariado e os proletários ou operários, são aqueles que a única riqueza em seu poder é a sua força de trabalho.
Luta de Classes - desigualdade nas condições entre os trabalhadores assalariados e os proprietários que lhes oferecem um emprego.

Mobilidade Social divide-se em:
Mobilidade intrageracional - acontece quando um indivíduo se movimenta para cima ou para baixo na escala social.
Mobilidade intergeracional - mudança de posição de um indivíduo quando comparado aos seu pais, ex: uma filha de empregada doméstica que se torna advogada.
Mobilidade estrutural - realizada quando são abertas novas oportunidades de emprego em razão de uma mudança estrutural da economia.
Mobilidade circular - troca de posições ocupacionais entre indivíduos que competem num mesmo mercado de trabalho.

Resumo - Filosofia - Ética, valor e moral

Valor - o que se põe como ideal e fornece normas para a conduta.
Moral - tudo aquilo que é "relativo ao ideal e às regras éticas que se aplicam à conduta".
Ética - reflexão dos juízos de valor, da prática do bem e do mal.

CONCEPÇÕES ÉTICAS

Ética hebraica - é a revelação de Deus aos seres humanos e a sua consequente obediência a Ele.
Ética sofista - se refere ao relativismo moral, não existem verdades e normas universais.
Ética socrática - diz que é por meio da razão que se encontram os fundamentos das regras morais.
Ética platônica - propunha o retorno da sociedade a uma vida mais simples. A prática da verdade e da justiça é feita independente de ser vigiado.
Ética aristotélica - ética do meio termo, em que ser virtuoso seria buscar o equilíbrio nas relações sociais.
      virtude - meio termo entre o excesso e a escassez.
      indignação justa - meio termo entre a inveja e o despeito.
Ética estoica - despreza os prazeres, considera-os como a fonte de todos os males do ser humano.
Ética epicurista - o bem consiste na busca do prazer espiritual, pois considera o prazer físico também como causa de sofrimento.
Ética medieval - a conduta deve se pautar no amor a Deus sobre todas as coisas e no amor ao próximo.
Ética Kantiana - valoriza a intenção do ato, independentemente das consequências. A ação é boa se a intenção for boa.
Ética nietzschiana - uma moral positiva de pessoas que conservam a vida, a vontade de poder, e seus instintos.
Ética discursiva - é uma teoria que se caracteriza pelo uso da razão para fundamentar sua tese, pelo uso do diálogo.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

O impacto da conquista

CONQUISTA OU DESCOBRIMENTO?

Historiadores ressaltam a destruição, pelos europeus, dos modos de vida e o extermínio dos povos que vivem na América. Por esse ângulo, a chegada dos europeus à América não é colocada como descobrimento, mas como invasão e conquista.
Já em 1556, havia determinações do rei da Espanha proibindo o uso da palavra conquista e propondo a utilização do termo descobrimento. Não se trata, portanto, de mera preferência por palavras. Podemos identificar, basicamente, duas intenções nessa escolha:
A intenção de ocultamento  - pois descobrir não envolve violência, nem imposição: quem descobre simplesmente se dá conta de algo que não se conhecia.
A intenção de primazia (superioridade) - quem descobre acaba tendo créditos ou méritos sobre o que descobriu, quase como um criador. E os criadores são, em geral, entendidos como superiores às criaturas.

VIOLÊNCIAS CONTRA O INDÍGENA
Violência das armas - os conquistadores levavam grande vantagem militar nos confrontos
devido a superioridade de suas armas. O uso da pólvora, armas de fogo; do cavalo e do aço, armas feitas de aço (espadas, lanças, escudos).
Violência das doenças contagiosas - doenças trazidas pelos europeus e que, em geral, eram letais para os indígenas, pois não tinham resistência imunológica contra elas.
Violência dos povos rivais - havia muitos conflitos entre os diferentes povos indígenas, os portugueses tiraram proveito da situação estabelecendo alianças com alguns grupos.
Violência da escravidão - populações indígenas inteiras foram removidas de suas regiões de origem para trabalhar como escravos para os conquistadores.
Violência cultural - os conquistadores associavam-se  para dominar os povos nativos através da ação evangelizadora católica que centrava-se na catequese, no batismo das crianças e em sua educação cristã e na conversão dos líderes indígenas.

VISÕES DO EUROPEU PELO INDÍGENA
A reação inicial dos indígenas foi bastante variada, com Colombo e Cabral foi pacífica e de grande curiosidade, em diversas aproximações os indígenas pensaram que os europeus eram deuses, houve também casos de hostilidade e resistência imediata. Os povos americanos não demoraram a perceber que se tratava de uma invasão, isso porque a chegada dos colonizadores significou a perda progressiva e total de seus bens e territórios, o deslocamento, a escravidão e até o extermínio.

VISÕES DO INDÍGENA PELO EUROPEU
Uns acreditavam na natureza inferior e bestial dos indígenas, que podiam por isso ser submetidos ou destruídos sem culpa, outros o entendiam em um estado selvagem, um ser humano em estado puro, natural, inocente, sem cobiça, permitia aos europeus compreenderem, por comparação, a si mesmo e seu universo "civilizado".

TRANSFORMAÇÕES NA VIDA EUROPEIA
Grandes comerciantes e banqueiros obtiveram lucros expressivos com a conquista e com a colonização, o eixo econômico da Europa deslocou-se para os portos do oceano Atlântico, como Lisboa, Sevilha e Cádiz. Portugal e Espanha tornaram-se poderosos na Europa, os comerciantes entraram num período de grande concorrência.

Origens do subdesenvolvimento

          A origem do processo de formação dos atuais países desenvolvidos e subdesenvolvidos remonta às grandes navegações empreendidas pelos Estados-nações europeus, nessa época, esses estados expandiram o comércio, explorando produtos e recursos da América, da África e da Ásia, e passaram a exercer forte domínio sobre os povos desses continentes, controlando a extração e a produção neles realizadas.

          As terras conquistadas e dominadas (as colônias) não possuíam autonomia administrativa, e seus recursos e riquezas eram explorados intensamente em benefício de alguns países, como Portugal, Espanha, Holanda, França e Inglaterra (as metrópoles). Essa exploração (metais preciosos, minérios e produtos agrícolas, por exemplo) proporcionou, de fato, um grande enriquecimento às metrópoles. As poucas exceções a essa forma de colonialismo foram Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Estados Unidos, que eram colônia de povoamento.

          Os países periféricos voltaram-se à produção de bens que atendessem à demanda dos países economicamente dominantes. Nessa primeira fase da divisão internacional do trabalho capitalista, a periferia se dedicava à produção mineral ou agrária destinada à exportação. O tipo de produto era determinado exclusivamente pela necessidade de consumo dos países mais ricos.

          No caso do Brasil, a cana-de-açúcar, o ouro, o café e outros poucos produtos de exportação marcaram as fases da economia, que se sucederam ao longo de quatro séculos, limitando o desenvolvimento de um mercado consumidor interno e de uma economia mais dinâmica.

          As elites brasileiras, que deviam sua posição social e política ao fato de a economia do país estar voltada para o mercado externo, nunca se mobilizaram para melhorar a capacidade de consumo e a qualidade de vida da população, pois esta não constituía o seu alvo, ou seja, o seu mercado.