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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Política como instrumento de dominação

          Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895) compreendiam a sociedade humana primitiva como sendo sem classes sociais e destituída de organização estatal. Marx não escreveu nenhuma obra específica de análise política do Estado, mas suas ideias a respeito desse tema se encontram dispersas em vários de seus trabalhos. Engels, por sua vez, dedicou A origem da família, da propriedade privada e do Estado (1884) ao desenvolvimento do assunto.
          Para Marx, o Estado é o reflexo das contradições existentes na sociedade civil. Segundo ele, o Estado não busca superar tais contradições, mas perpetuá-las, devido a ser um aliado das classes economicamente dominantes. O objetivo da existência do Estado é a manutenção da propriedade privada. Por isso, considerava uma ilusão a ideia de que o Estado visava o bem comum das pessoas. O bom governo, portanto, seria caracterizado pela manutenção das instituições que garantem a proteção da propriedade capitalista.
          Marx e Engels apregoavam o fim do Estado após um período de transição do capitalismo para o socialismo, que, por sua vez, evoluiria para o comunismo. Defendiam a criação de um partido proletário, que lutaria pelo fim do Estado burguês e pela criação de um novo Estado que poria fim às diferenças de classes sociais.
          Marx e Engels fizeram uma crítica inovadora, pois afirmavam que a política do Estado moderno é desenvolvida com o objetivo de manter as desigualdades sociais, em detrimento de uma grande maioria que gera a riqueza da sociedade em geral.

Política

O homem é um animal político. Esta frase do filósofo Aristóteles é reveladora do papel que os gregos da antiguidade reservavam da política. Com efeito, entendemos esta frase pelo fato de o homem só viver coletivamente, e não de maneira isolada na sociedade. Acontece que a vida em sociedade só é possível se houver regras que tornem a convivência possível e que organizem as relações de poder. Em outras palavras, a política faz parte da natureza humana e está presente em todo lugar.
A política se manifesta nos mais variados e inesperados momentos da nossa vida. Não se trata apenas de uma atividade para os "engravatados" de Brasília, que vemos pela televisão e que, a cada eleição, pedem o nosso voto. A política faz parte do nosso dia a dia e diz respeito, sobretudo, às escolhas que fazemos. Cada vez que tomamos uma decisão e a comunicamos ou a impomos às pessoas com quem convivemos, estamos exercendo um ato político. Mesmo que esta decisão seja a de desligar a televisão para não mais assistir à propaganda eleitoral ou ouvir o discurso político. Inconscientemente, neste caso, estamos favorecendo o político que se apresenta na televisão ao não contestar o seu discurso. Aqueles que se dizem apolíticos, ou que não se interessam pela política, na verdade têm uma atitude política:  estão sendo conservadores e ajudam a manter a situação atual, pois a política continua sendo a forma mais eficaz de mudar o mundo.

Os cnidários

Os cnidários (antigamente chamados de celenterados) são os primeiros animais a apresentar boca e uma cavidade com enzimas digestivas, a cavidade gastrovascular. Eles podem ter duas formas básicas: pólipos e medusas, ambos com simetria radial.
Pólipos são semelhantes a tubos, em que a extremidade inferior é fixa no substrato e na superior estão boca e tentáculos.
Medusas são formas móveis semelhantes a guarda-chuvas, com a boca rodeada de compridos tentáculos.
Os cnidários são diblástico, com ectoderme (epiderme) e endoderme (gastroderme) e, entre ambas, há a mesogélia, um material gelatinoso.
Apresentam cnidócitos, que são células especializadas características desses animais. Cada cnidócito tem uma pequena cápsula ovalada, chamada nematocisto, em cujo interior há uma solução tóxica e um filamento enrolado, com ponta em forma de dardo. Do lado de fora, uma espécie de gatilho, o nematocílio, quando tocado, abre o nematocisto, disparando o dardo embebido na solução tóxica.
Apresentam respiração aeróbia em que a troca de gases ocorre por difusão.
O filo cnidária é dividido em 3 classes: Hydrozoa, Scyphozoa e Anthozoa.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A influência do voto

A democracia é uma das maiores conquistas da sociedade moderna. Como cidadãos da República Federativa do Brasil, temos que lutar para mantê-la e aperfeiçoá-la. Em nosso país, essa instituição social tem sofrido altos e baixos. Nossa cidadania ainda está em construção. Muitos pensam que ela se reduz ao voto, ao pagamento de impostos ou à participação em atos cívicos. Os direitos que constituem a cidadania não nos são dados gratuitamente, mas conquistados dia a dia, por meio de nossa participação e atuação social. Dependem também de nossa capacidade de organização e mobilização para exigir melhores condições de vida.
Daí a importância de saber escolher e votar nas eleições, seja para Executivo (presidente, governador e prefeito) ou para o Legislativo (Congresso Nacional, Assembleias Estaduais e Câmaras de Vereadores).
Um dos temas políticos mais discutidos após o retorno da normalidade democrática no Brasil, em 1985, é o desenvolvimento da cidadania para todas as pessoas do país. Basicamente, cidadania significa o conjunto de direitos e deveres de uma pessoa em relação ao país onde vive. "A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social."

Fontes Alternativas


       Os atuais modelos de desenvolvimento socioeconômico estão fortemente baseados no consumo do petróleo. Essa fonte de energia, no entanto, além de bastante poluente, não é renovável. Isso traz um desafio para a sociedade atual: rever seus padrões de produção e consumo de mercadorias e desenvolver fontes alternativas de energia.
          Para isso, são necessários uma nova postura da sociedade em geral e investimentos, públicos e privados, em tecnologias para a geração de energia limpa e a adoção de políticas de eficiência energética: veículos mais econômicos e menos poluentes; construções adequadas às condições climáticas; uso de equipamentos de iluminação e eletroeletrônicos de baixo consumo energético; entre outros.
          Uma política energética inclui, ainda, a necessidade de os governos ampliarem o acesso das populações à energia elétrica. Atualmente, um terço da população mundial está privada do uso da eletricidade, condição básica para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Isso é ainda mais urgente no atual contexto da Terceira Revolução Industrial, em que a informática traz novas exigências para a inserção no mercado de trabalho.
          As fontes alternativas atualmente disponíveis exigem desenvolvimento tecnológico para serem viáveis economicamente e, dessa forma, utilizadas em grande escala. Entre elas, destacam-se a luz solar, a biomassa, o vento e o calor da Terra. Somada ao desenvolvimento de energias alternativas, menos poluentes e renováveis, e à ampliação do acesso a elas, há a necessidade de se investir no aprimoramento das redes de transmissão, para reduzir as perdas de energia elétrica.

Domínio Francês na Europa

As sociedades europeias viveram um período de grande intranquilidade durante o processo revolucionário francês. Na França, a burguesia não tinha paz, devido às constantes ameaças contrarrevolucionárias de monarquistas e às agitações revolucionárias mais radicais comandadas pelos jacobinos. Nos outros países, as monarquias tradicionais - temendo o avanço dos ideais revolucionários em seus territórios - , chegaram mesmo a atacar a França com seus exércitos.
A situação pareceu apaziguar-se - ao menos do lado francês - com o golpe de Estado de 18 Brumário, que marcou o final do processo revolucionário na França.
Nesse processo, emergiu a figura de Napoleão Bonaparte, que em pouco tempo se tornou personagem relevante na vida política francesa e mundial. Com sua habilidade de estrategista, seu espírito de liderança e seu talento para empolgar os soldados com promessas de glória e riquezas após cada vitória, Napoleão governou a França por aproximadamente 15 anos e comandou o processo que resultou na conquista de boa parte da Europa pelas forças francesas.
Foi a denominada Era Napoleônica, que pode ser dividida em três etapas:
Consulado (1799-1804)
Império (1804-1814)
Governo dos Cem Dias (1815)

Exercícios - Era Napoleônica e Congresso de Viena

1- O que se denomina Era Napoleônica?
Foi o período em que Napoleão governou por aproximadamente 15 anos e comandou o processo que resultou na conquista de boa parte da Europa pelas forças francesas.

2- Por que se diz que a gestão de Napoleão durante o Consulado foi centralista, até mesmo ditatorial?
Porque era um governo centralizado e controlado por militares, onde quem efetivamente governava era Napoleão.

3- É correto dizer que o período do Consulado caracterizou-se pela reorganização e recuperação do Estado francês? Justifique com exemplos.
Sim, foi criado o Banco da França, o ensino foi reorganizado, foi elaborado e adotado o código civil e foi assinada a concordata.

4- Qual a relação entre o Bloqueio Continental e a vinda da família real portuguesa para o Brasil?
O governo português não aderiu ao Bloqueio Continental, o país foi, então, invadido por tropas francesas, a invasão obrigou o príncipe-regente D.joão e sua família a fugirem às pressas para o Brasil.

5- Como Napoleão tornou-se imperador?
Foi realizado um plebiscito, no qual quase 60% dos votantes confirmaram o restabelecimento do regime monárquico e a indicação de Napoleão para ocupar o trono francês com o título de imperador.

6- Explique o que foi o Bloqueio Continental e quais os objetivos de Napoleão ao decretá-lo.
Todos os países do continente europeu teriam de fechar seus portos ao comércio inglês. O objetivo dessa medida era prejudicar a economia inglesa, provocando uma crise em sua indústria.

7- O que foi o Congresso de Viena e quais países dele participaram?
Com as derrotas militares de Napoleão, os dirigentes dos países vencedores organizaram o Congresso de Viena, cujo objetivo era restabelecer a antiga divisão política do continente europeu. Os países participantes foram: Áustria, Inglaterra, Rússia, Prússia e a própria França.

8- Qual foi o principal ponto negativo do chamado Bloqueio Continental?
O Bloqueio Continental à Inglaterra não surtiu o efeito desejado, os países sob a influência da França dependiam dos produtos industrializados vindos do exterior, e a indústria francesa não tinha condições de atender a toda essa demanda.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Diferenças entre Complemento nominal e Adjunto adnominal

Complemento nominal é o termo da oração que completa nomes, isto é, substantivos, adjetivos, e vem preposicionado.
Adjunto adnominal é o termo da oração que modifica um substantivo, caracterizando-o ou determinando-o.

Ocorrem às vezes dúvidas quanto à identificação do complemento nominal e do adjunto adnominal, especialmente quando este é expresso por locução adjetiva. Para diferenciá-los, é preciso observar as peculiaridades de cada um.
O complemento nominal completa o sentido de um nome transitivo (substantivo, adjetivo ou advérbio), vem sempre precedido de preposição e nunca indica posse. Ele indica o alvo da noção expressa pelo substantivo. Se o termo preposicionado completar um adjetivo ou um advérbio, será sempre complemento nominal.

Os adolescentes sentem necessidade de orientação.  (substantivo; complemento nominal)
Considere-o apto em questões de linguagem. (adjetivo; complemento nominal)
Permaneceu perto de mim. (advérbio; complemento nominal)

O adjunto adnominal determina, especifica ou qualifica somente substantivos (concretos ou abstratos), nem sempre vem precedido de preposição e pode indicar posse:

O discurso do orador emocionou os jovens colegas. (substantivo; adjuntos adnominais)
O amor da mãe aos filhos revela-se em todos os gestos do dia-a-dia. (substantivos; complemento nominal; adjunto adnominal)

Se houver um termo preposicionado ligado a um substantivo, esse termo poderá ser complemento nominal ou adjunto adnominal. Se o substantivo tem sentido transitivo(incompleto) e o termo com preposição é o paciente, ocorre o complemento nominal. Mas quando esse termo é o agente, ele representa o adjunto adnominal. Veja os exemplos:

A informação aos clientes foi clara. ( substantivo transitivo; complemento nominal 'paciente')
A informação dos clientes foi clara. ( substantivo; adjunto adnominal 'agente')

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Revolução Francesa - Resumo

Denomina-se Revolução Francesa o movimento político que se desenvolveu entre 1789 e 1799 na França e provocou grandes transformações políticas e sociais nesse país. Contou com a participação de vários grupos sociais, desde burgueses até populações pobres das cidades, pequenos produtores, comerciantes e camponeses explorados pela servidão.
Ao final de um longo processo, a decadente estrutura do Antigo Regime foi destruída, e os privilégios da nobreza por nascimento, extintos. O lugar dos nobres passou a ser ocupado, então, pela burguesia, que adquiriu privilégios por meio do poder econômico.
Por sua repercussão no mundo ocidental, a Revolução Francesa costuma ser considerada por muitos historiadores o marco do fim da Idade Moderna e do início da Idade Contemporânea.

Por volta de 1789, a França era o país mais populoso da Europa Ocidental, com aproximadamente 25 milhões de habitantes. Como sociedade típica do Antigo Regime, sua população estava dividida em três estados: 1º o clero, 2º a nobreza e 3º o restante da população, incluindo a burguesia, que sofria com as grandes desigualdades sociais e com os privilégios do 1º e 2º estados.
Inconformados com a manutenção dos privilégios do clero e da nobreza no contexto de crise geral da sociedade francesa, os diversos setores do terceiro estado passaram a reivindicar a igualdade de todos perante a lei.

Marxismo

Os pensadores alemães  Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895) desenvolveram posteriormente a corrente socialista conhecida como marxismo. Entre suas principais obras, estão: Contribuição à crítica da economia política (1859), Manifesto Comunista (1848) e O Capital (1867), essa última escrita apenas por Marx. Do marxismo, destacamos alguns conceitos que influenciaram muitos estudos das sociedades nos séculos XIX e XX:

Dialética - a natureza e a sociedade passam por um processo permanente de transformações. Esse processo é dialético, isto é, move-se pela luta de forças contrárias (o positivo e o negativo, a vida e a morte, o explorado e o explorador, o amor e o ódio etc.). Esse confronto promove mudanças quantitativas e qualitativas na realidade.

Modo de produção - toda sociedade possui uma base material (estrutura) representada pelas forças de produção econômica (os instrumentos e as experiências das pessoas no manejo desses instrumentos) e pelas relações sociais de produção (de dominação, de solidariedade etc.). Esse modo de produção condiciona de maneira geral, a vida social, política e intelectual. Assim, para Marx, não é a consciência dos homens que determina sua existência, mas, ao contrário, é a existência que determina a sua consciência.

Luta de classes - em termos sociais, "o motor da história humana" é a luta de classes, que só termina coma construção da sociedade comunista perfeita. Nela desapareceriam a exploração de classes e as injustiças sociais.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Revolução Industrial

          Denomina-se Revolução Industrial o conjunto de transformações ocorridas de modo geral na Europa Ocidental, entre os séculos XVIII e XIX. Tais transformações relacionam-se diretamente com a substituição da produção artesanal - realizada por artesãos com a utilização de ferramenta - pela produção em série, realizada por trabalhadores assalariados com o uso predominante de máquinas.
          O processo de industrialização, isto é, de constituição de indústrias (ou fábricas) - com suas instalações, maquinaria e operários - teve início na Inglaterra em meados do século XVIII e estendeu-se para outros países a partir do século XIX.
          Antes desse período, a maioria das pessoas vivia no campo ou em vilarejos. Trabalhavam em pequenos grupos e produziam, em pequena escala, aquilo de que precisavam - alimentos, roupas e objetos. Havia grandes cidades, porém eram cidades comerciais e principalmente cidades capitais, ou seja, centros do poder político dos reinos.

Resumo - Revolução Industrial

O trabalhador era dono de sua força de trabalho, que ele "vendia", sob condições desfavoráveis, em troca de salário.

Condições de Trabalho:
Recebiam salários baixos, tão reduzidos que toda a família, inclusive crianças tinham que trabalhar, trabalhavam mais de 15 horas por dia, as instalações das fábricas eram precárias e prejudicavam a saúde do trabalhador.

Resistência operária:
As más condições de trabalho deram origem a conflitos entre operários e empresários, lutando por melhores salários e condições de vida do trabalhador dando origem aos sindicatos.

Especialização: Divisão do trabalho

Fragmentação e alienação:
Perda da  noção de conjunto do processo produtivo.

Produção em série:
Produção em grandes quantidades de um mesmo artigo.

Aumento da população urbana:
O desenvolvimento industrial também impulsionou o processo de urbanização, devido à concentração de industrias  e ao fluxo de grande massa de trabalhadores.

Evolução dos transportes e da comunicação:
A evolução industrial contribuiu diretamente para a evolução dos meios de transporte e de comunicação, sem os quais seria impossível vender produtos industrializados no mercado. As invenções mais importantes foram: o navio a vapor, a locomotiva, o automóvel, o telégrafo e o telefone.

Realismo/Naturalismo

Sociedade europeia da segunda metade do século XIX:
Vivia um momento de vitória do liberalismo e de prosperidade para a burguesia industrial, também era o momento em que surgiam os primeiros levantes de um operariado miserável e o florescimento de ideias socialistas.

Realidade do Brasil neste período:
O país modernizava sua economia e vivia um processo de mudanças que levaria ao fim da escravidão e à República.

As contradições:
Embora as teorias liberais representem um avanço em direção às ideias de igualdade surgem inúmeras contradições.
          Na Europa - pobreza, jornada de trabalho de quatorze e dezessete horas, mão-de-obra mal paga de mulheres e crianças.
          No Brasil - luta pela liberalização do comércio, permanência da sociedade escravista, a tradição das elites e o analfabetismo.

As personagens: 
Moldadas de acordo com a realidade observada de fora pelo narrador, sem idealização.
          No naturalismo - retrato do corpo e dos comportamentos exteriores da personagem, enfatiza comportamentos instintivos e compara com animais.
          No realismo - retrato do espírito e da vida no interior da personagem.

Principais características do Realismo/Naturalismo:
Apego à objetividade, crença na razão, materialismo, cientificismo, determinismo e problemas patológicos.
          Apego à objetividade - não há mais espaços para uma literatura de textos ricos.
          Crença na razão - a emoção cede lugar à razão, surgindo friezas (às vezes crueldade) nas relações amorosas.
          Materialismo - visão materialista da vida, do homem e da sociedade, negando a relação com Deus, o dinheiro e o interesse como centro de tudo.
          Cientificismo - a defesa de que a vida e as ações do homem são determinadas pela ciência (postura radical do naturalismo).
          Determinismo - o naturalismo constrói personagens cuja conduta obedece a três variáveis: Hereditariedade - explica as tendências, a personalidade e a patologia. O meio - capaz de determinar o comportamento. Momento histórico - responsáveis pelas ideologias.
          Problemas Patológicos - retrata temas que chocam a sociedade da época: homossexualismo, lesbianismo, incesto, taras sexuais, loucura, adultério, racismo e prostituição.

Principal obra:
          Realismo - Memória Póstumas/Brás Cubas, denuncia a camada mais elevada.
          Naturalismo - O cortiço/Aluísio Azevedo, denuncia a camada mais desfavorecida.

Funções da linguagem

Emotiva - centrada no próprio emissor, exprime sentimentos e emoções, uso da primeira pessoa do singular e pontuação expressiva.

Conativa ou apelativa - o principal objetivo do locutor é convencer o interlocutor (leitor) a fazer ou não fazer algo, emprego do modo verbal imperativo.

Fática - função de contato, usada para estabelecer contato verbal ou manter aberta a linha de comunicação.

Referencial - o principal objetivo do locutor é informar o interlocutor sobre o que está acontecendo.

Metalinguística - ocorre sempre que se usa certa linguagem para discorrer sobre ela mesma.

Poética - explorada em versos e em prosa e não só em textos literários, apresenta ritmo e rima, efeitos sonoros e estéticos.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Os Jogos Olímpicos

A partir de 776 a.C., de quatro em quatro anos, os gregos das mais diversas cidades reuniam-se em Olimpíada para a realização de um festival de competições que ficou conhecido como Jogos Olímpicos, ou Olimpíadas.
Os Jogos  Olímpicos eram realizados em honra a Zeus (o mais importante deus grego) e incluíam provas de diversas modalidades esportivas: corrida, salto, arremesso de disco, lutas corporais. Além do esporte, havia também competições musicais e poéticas.
Esses jogos eram anunciados por todo o mundo grego dez meses antes de sua realização. Os gregos atribuíam tanta importância a essas competições que chegavam a interromper guerras entre cidades (trégua sagrada) para não prejudicar a realização dos jogos.
Os Jogos Olímpicos da Antiguidade foram celebrados até o ano de 393 d.C., quando o imperador romano Teodósio I, que era cristão, mandou fechar o templo de Zeus, em Olímpia, provavelmente para combater cultos não-cristãos.
Quinze séculos depois, um amante do esporte, o educador francês Pierre de Fredy, o barão de Coubertin (1863-1937), empreendeu esforços para restaurar os Jogos Olímpicos. Sua "causa" obteve simpatia e adesão internacionais. Em 1896, foram realizados em Atenas os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna.
As atuais Olimpíadas, também realizadas de quatro em quatro anos, reúnem atletas de diversos países do mundo e procuram preservar o ideal de união dos povos por meio do esporte.

Fonte: Livro: História Global - Brasil e Geral - Gilberto Cotrim

Resumo - Biologia - Biodiversidade, Reinos, Vírus

Biodiversidade - É  o conjunto das diferentes formas de vida no planeta.
Sistema binominal - sistema de classificação que dá a cada ser vivo um nome científico, formado por duas palavras de origem latina ou latinizadas.
Regras de nomenclatura - o nome deve ser em latim e destacado do texto, a primeira palavra designa o gênero e é escrita com inicial maiúscula, a segunda identifica a espécie e deve ser escrita em minúscula.
Taxionomia ou Sistemática - método de classificação dos seres vivos.
Categorias Taxionômicas - Reino, filo, classe, ordem, família, gênero e espécie <- ordem decrescente = REFICOFAGE -> RE-reino, FI-filo, C-classe, O-ordem, FA-família, G-gênero, E-espécie

DIVISÃO DOS REINOS <- divisão proposta por R.H. Whittaker
Reino Monera - seres unicelulares, autótrofos ou heterótrofos com célula procariótica, ex: bactérias.
Reino Protista - seres uni ou pluricelulares, autótrofos ou heterótrofos, com célula eucariótica, ex: algas e protozoários.
Reino Fungi - seres uni ou pluricelulares, heterótrofos com célula eucariótica, ex: fungos.
Reino Plantae - seres pluricelulares, autótrofos com célula eucariótica, ex: plantas.
Reino Animalia - seres pluricelulares, heterótrofos com células eucarióticas, ex: animais e seres humanos.

VÍRUS
São agentes infecciosos acelulares, não podem ser considerados seres vivos, justamente por não terem células e porque fora de uma célula hospedeira permanecem inertes. Não possuem metabolismo próprio, porém, dentro de uma célula hospedeira seu ácido nucleico torna-se ativo, podendo reproduzir-se.

Estrutura dos vírus -  é composta por uma cápsula proteica, capsídeo, envolvendo o material genético, ácido nucleico (RNA ou DNA).

Ciclo lítico - ocorre quando a célula infectada se rompe liberando novos vírus.
Ciclo lisogênico - o DNA viral permanece ligado ao DNA bacteriano, e a bactéria ao se dividir, transmite a mensagem genética para a síntese de novos vírus.

sábado, 4 de maio de 2013

Resumo - Sociologia - Estratificação, classe social e mobilidade

Construção da identidade: São informações que nos tornam reconhecíveis, a identidade é tudo que se vivencia e nos leva a construir o nosso eu todos os dias.

Grupo Social: é a forma básica de associação do ser humano, uma reunião de pessoas interagindo entre si.
Grupos Sociais - grupo familiar, vicinal, educativo, religioso, grupos de lazer, grupo profissional etc.
Características - pluralidade de indivíduos , conjunto de indivíduos; interação social, comunicação entre si; organização, ordem interna de funcionamento; objetividade e exterioridade, a saída de um indivíduo não compromete a continuidade; objetivo comum, atingir os mesmos objetivos; consciência de continuidade, certa duração; consciência de pertencimento, mesmo agir, pensar e mesmas ideias.
Grupos primários - contatos mais pessoais e diretos, família, amigos, vizinhos, parentes.
Grupos secundários - realizam-se de forma pessoal e direta sem intimidade, ex: departamentos, órgãos públicos, clientela, freguesia.
Grupos intermediários - se alternam e se complementam, íntimos ou não, momentaneamente, ex: escola, igreja, academia.

Estratificação social: sistemas de diferenciação social baseados na distribuição desigual de recursos e posições sociais na sociedade, ex: castas indianas, classe social, linhagens africanas.

Pensamento de Karl Marx sobre classe social: a organização da sociedade se resume a dois grupos distintos, os burgueses, ou capitalistas que vivem para aumentar o seu capital a partir da exploração do trabalho assalariado e os proletários ou operários, são aqueles que a única riqueza em seu poder é a sua força de trabalho.
Luta de Classes - desigualdade nas condições entre os trabalhadores assalariados e os proprietários que lhes oferecem um emprego.

Mobilidade Social divide-se em:
Mobilidade intrageracional - acontece quando um indivíduo se movimenta para cima ou para baixo na escala social.
Mobilidade intergeracional - mudança de posição de um indivíduo quando comparado aos seu pais, ex: uma filha de empregada doméstica que se torna advogada.
Mobilidade estrutural - realizada quando são abertas novas oportunidades de emprego em razão de uma mudança estrutural da economia.
Mobilidade circular - troca de posições ocupacionais entre indivíduos que competem num mesmo mercado de trabalho.

Resumo - Filosofia - Ética, valor e moral

Valor - o que se põe como ideal e fornece normas para a conduta.
Moral - tudo aquilo que é "relativo ao ideal e às regras éticas que se aplicam à conduta".
Ética - reflexão dos juízos de valor, da prática do bem e do mal.

CONCEPÇÕES ÉTICAS

Ética hebraica - é a revelação de Deus aos seres humanos e a sua consequente obediência a Ele.
Ética sofista - se refere ao relativismo moral, não existem verdades e normas universais.
Ética socrática - diz que é por meio da razão que se encontram os fundamentos das regras morais.
Ética platônica - propunha o retorno da sociedade a uma vida mais simples. A prática da verdade e da justiça é feita independente de ser vigiado.
Ética aristotélica - ética do meio termo, em que ser virtuoso seria buscar o equilíbrio nas relações sociais.
      virtude - meio termo entre o excesso e a escassez.
      indignação justa - meio termo entre a inveja e o despeito.
Ética estoica - despreza os prazeres, considera-os como a fonte de todos os males do ser humano.
Ética epicurista - o bem consiste na busca do prazer espiritual, pois considera o prazer físico também como causa de sofrimento.
Ética medieval - a conduta deve se pautar no amor a Deus sobre todas as coisas e no amor ao próximo.
Ética Kantiana - valoriza a intenção do ato, independentemente das consequências. A ação é boa se a intenção for boa.
Ética nietzschiana - uma moral positiva de pessoas que conservam a vida, a vontade de poder, e seus instintos.
Ética discursiva - é uma teoria que se caracteriza pelo uso da razão para fundamentar sua tese, pelo uso do diálogo.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

O impacto da conquista

CONQUISTA OU DESCOBRIMENTO?

Historiadores ressaltam a destruição, pelos europeus, dos modos de vida e o extermínio dos povos que vivem na América. Por esse ângulo, a chegada dos europeus à América não é colocada como descobrimento, mas como invasão e conquista.
Já em 1556, havia determinações do rei da Espanha proibindo o uso da palavra conquista e propondo a utilização do termo descobrimento. Não se trata, portanto, de mera preferência por palavras. Podemos identificar, basicamente, duas intenções nessa escolha:
A intenção de ocultamento  - pois descobrir não envolve violência, nem imposição: quem descobre simplesmente se dá conta de algo que não se conhecia.
A intenção de primazia (superioridade) - quem descobre acaba tendo créditos ou méritos sobre o que descobriu, quase como um criador. E os criadores são, em geral, entendidos como superiores às criaturas.

VIOLÊNCIAS CONTRA O INDÍGENA
Violência das armas - os conquistadores levavam grande vantagem militar nos confrontos
devido a superioridade de suas armas. O uso da pólvora, armas de fogo; do cavalo e do aço, armas feitas de aço (espadas, lanças, escudos).
Violência das doenças contagiosas - doenças trazidas pelos europeus e que, em geral, eram letais para os indígenas, pois não tinham resistência imunológica contra elas.
Violência dos povos rivais - havia muitos conflitos entre os diferentes povos indígenas, os portugueses tiraram proveito da situação estabelecendo alianças com alguns grupos.
Violência da escravidão - populações indígenas inteiras foram removidas de suas regiões de origem para trabalhar como escravos para os conquistadores.
Violência cultural - os conquistadores associavam-se  para dominar os povos nativos através da ação evangelizadora católica que centrava-se na catequese, no batismo das crianças e em sua educação cristã e na conversão dos líderes indígenas.

VISÕES DO EUROPEU PELO INDÍGENA
A reação inicial dos indígenas foi bastante variada, com Colombo e Cabral foi pacífica e de grande curiosidade, em diversas aproximações os indígenas pensaram que os europeus eram deuses, houve também casos de hostilidade e resistência imediata. Os povos americanos não demoraram a perceber que se tratava de uma invasão, isso porque a chegada dos colonizadores significou a perda progressiva e total de seus bens e territórios, o deslocamento, a escravidão e até o extermínio.

VISÕES DO INDÍGENA PELO EUROPEU
Uns acreditavam na natureza inferior e bestial dos indígenas, que podiam por isso ser submetidos ou destruídos sem culpa, outros o entendiam em um estado selvagem, um ser humano em estado puro, natural, inocente, sem cobiça, permitia aos europeus compreenderem, por comparação, a si mesmo e seu universo "civilizado".

TRANSFORMAÇÕES NA VIDA EUROPEIA
Grandes comerciantes e banqueiros obtiveram lucros expressivos com a conquista e com a colonização, o eixo econômico da Europa deslocou-se para os portos do oceano Atlântico, como Lisboa, Sevilha e Cádiz. Portugal e Espanha tornaram-se poderosos na Europa, os comerciantes entraram num período de grande concorrência.

Origens do subdesenvolvimento

          A origem do processo de formação dos atuais países desenvolvidos e subdesenvolvidos remonta às grandes navegações empreendidas pelos Estados-nações europeus, nessa época, esses estados expandiram o comércio, explorando produtos e recursos da América, da África e da Ásia, e passaram a exercer forte domínio sobre os povos desses continentes, controlando a extração e a produção neles realizadas.

          As terras conquistadas e dominadas (as colônias) não possuíam autonomia administrativa, e seus recursos e riquezas eram explorados intensamente em benefício de alguns países, como Portugal, Espanha, Holanda, França e Inglaterra (as metrópoles). Essa exploração (metais preciosos, minérios e produtos agrícolas, por exemplo) proporcionou, de fato, um grande enriquecimento às metrópoles. As poucas exceções a essa forma de colonialismo foram Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Estados Unidos, que eram colônia de povoamento.

          Os países periféricos voltaram-se à produção de bens que atendessem à demanda dos países economicamente dominantes. Nessa primeira fase da divisão internacional do trabalho capitalista, a periferia se dedicava à produção mineral ou agrária destinada à exportação. O tipo de produto era determinado exclusivamente pela necessidade de consumo dos países mais ricos.

          No caso do Brasil, a cana-de-açúcar, o ouro, o café e outros poucos produtos de exportação marcaram as fases da economia, que se sucederam ao longo de quatro séculos, limitando o desenvolvimento de um mercado consumidor interno e de uma economia mais dinâmica.

          As elites brasileiras, que deviam sua posição social e política ao fato de a economia do país estar voltada para o mercado externo, nunca se mobilizaram para melhorar a capacidade de consumo e a qualidade de vida da população, pois esta não constituía o seu alvo, ou seja, o seu mercado.