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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O desenvolvimento sustentável

O conceito de desenvolvimento sustentável foi apresentado pela primeira vez em 1987, com a divulgação do relatório Nosso Futuro Comum ou relatório Brundtland, na Assembleia Geral da ONU. A Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, responsável pela elaboração do documento, foi presidida pela primeira-ministra da Noruega na época, Gro Harlem Brundtland.

Esse relatório é o mais importante resultado dos debates internacionais e dos grupos de trabalho criados a partir da Conferência de Estocolmo, e aponta para mudanças necessárias para que o desenvolvimento possa ocorrer de forma sustentável.

O desenvolvimento sustentável parte do princípio de que o atendimento às necessidades das populações, no presente, não deve comprometer os padrões de vida das gerações futuras. A utilização de recursos deve ocorrer de acordo com a capacidade de reposição da natureza, de modo que o crescimento econômico não agrida violenta e irreparavelmente os ecossistemas e possa, ao mesmo tempo, equacionar problemas sociais.

A viabilização do desenvolvimento sob essa ótica exige o estabelecimento de políticas governamentais e de ações empresariais e da sociedade civil; exige a elevação do nível de vida de parte significativa da população que vive em condições subumanas; exige, por fim, a modificação dos padrões de consumo das sociedades do mundo desenvolvido, as quais devem diminuir a demanda por recursos da natureza e a produção de resíduos sólidos, líquidos e gasosos.

Ao analisar os padrões de crescimento econômico e o modelo de desenvolvimento capitalista, que supõe o aumento constante da produção de mercadorias e da geração de serviços, a expressão "desenvolvimento sustentável" parece contraditória. "Desenvolver", na concepção do sistema capitalista, quase sempre significou crescer economicamente explorando ao máximo os recursos da natureza, sem se preocupar com os danos causados por esse crescimento em relação à geração de dejetos de lixo.

Um modelo de desenvolvimento cuja prioridade seja a diminuição da pobreza e da desigualdade social e a conservação do ambiente exige mudanças nos mecanismos de distribuição da riqueza gerada pelo crescimento econômico. Essas mudanças, por sua vez, exigem alterações nas relações de trabalho, na estrutura fundiária, na arrecadação de impostos e na aplicação dos recursos governamentais, sobretudo nos países subdesenvolvidos. Exigem, também, estímulo ao desenvolvimento e uso de fontes renováveis e limpas de energia, modificações nos atuais padrões de produção, seja na agricultura, que utiliza agrotóxicos em larga escala, seja na indústria, que lança milhares de toneladas de dejetos no meio ambiente.

Fonte: Livro de Geografia -> Território e Sociedade - No mundo Globalizado 
Editora: Saraiva  

4 comentários :

  1. Ótima postagem. Tenho em meu blog uma matéria bem interessante sobre Tecnologia Social.

    Abraços.

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  2. Excelente matéria. Deveria ter mais conteúdo a respeito desse tema, nas escolas meios de comunicação em massa. Obrigado!

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    1. É verdade Edmilson, esse tema deveria ser melhor explicado à população. Eu é quem agradeço pela visita! Obrigada! *-*

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