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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A Rio-92

Em 1992, o Rio de Janeiro abrigou a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente e o Desenvolvimento, ou Rio-92. Desse evento, que teve grande repercussão mundial, participaram representantes de 176 países e 1400 ONGs.
Da Rio-92, resultaram metas e compromissos, como a Agenda 21, a Convenção da Biodiversidade, a Convenção do Clima e a Declaração de Princípios sobre Florestas.
De acordo com a Agenda 21, a convenção ambiental do planeta não pode ser alcançada sem a erradicação da pobreza e a diminuição das desigualdades sociais. Além disso as gestões social, econômica e ambiental devem ser inter-relacionadas. Não basta, por exemplo, impedir que agricultores realizem queimadas. O trabalho de conscientização deve vir acompanhado de amparo técnico e financeiro, que possibilite a implantação de outros processos agrícolas sustentáveis e garanta renda e boas condições de vida a quem trabalha com a terra. Da mesma forma, a implantação de sistemas de coleta seletiva e reciclagem de lixo deve levar em conta a participação dos catadores de papel e de outros materiais recicláveis, de modo que esses trabalhadores sejam inseridos nos sistemas de direitos trabalhistas e de seguridade social, garantindo-lhes melhores condições de trabalho e de vida.

Entre os objetivos da Agenda 21, destacam-se:

  • universalização do saneamento básico e do ensino;
  • estratégias de combate à pobreza e a miséria;
  • viabilização de uma nova política energética, apoiada em fontes limpas e renováveis;
  • planejamento e uso sustentado dos recursos do solo, das formações vegetais e dos rios, lagos e oceanos;
  • conservação da biodiversidade;
  • redução da emissão de poluentes.

A Convenção da Biodiversidade refere-se à necessidade de conservação dos recursos biológico do planeta. Sua meta é conciliar o desenvolvimento com a proteção desses recursos, assim como preservá-los para as gerações futuras.
Estabelece a possibilidade de interação entre países em estagio diferenciado de desenvolvimento econômico. Os países desenvolvidos detêm tecnologia para realização de pesquisa e capital para garantir a conservação das reservas de biodiversidade existentes no planeta; os países subdesenvolvidos detêm maior biodiversidade. Nesse sentido, a Convenção estabelece repartição justa e equitativa dos benefícios da pesquisa dos recursos genéticos e divisão dos custos para sua preservação, que deveriam recair principalmente sobre os países mais desenvolvidos.
A Declaração de Princípios sobre Florestas reforça o direito soberano dos Estados de aproveitar suas florestas para atender às necessidades de desenvolvimento, com a recomendação de que sejam utilizadas de modo sustentável.
A Convenção do Clima estabeleceu pela primeira vez a discussão sobre o combate às mudanças climáticas. Resultante da Rio-92, essa Convenção entrou em vigor em 1994, quando pela primeira vez governantes de 182 países firmaram o compromisso de diminuir as emissões de gás carbônico (CO2). No entanto, somente em 1997, por meio do Protocolo de Kyoto, foram definidas as metas de redução das emissões a serem cumpridas. Conforme esse acordo internacional, os países desenvolvidos deveriam reduzir em 5,2% as emissões de CO2, em relação ao total emitido em 1990.

Fonte: Livro de Geografia -> Território e Sociedade - No Mundo Globalizado
Editora: Saraiva

3 comentários :

  1. Excelente artigo!
    Seu blog é maravilhoso, educativo e inspirante.
    Abraço

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    1. Acho que inventei uma palavra, mas "inspirador" não designa a leveza e a beleza esse página.
      Desculpe a ousadia.

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    2. Aaah muito obrigada ! Fico feliz em saber que está gostando do blog, isso me motiva a melhorá-lo cada vez mais, muito obrigada mesmo, fique a vontade em minha página e seja sempre bem vinda! *-*

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